Mudanças. Até que ponto vc está disposto à mudar?
Em um processo terapêutico, quando da primeira sessão, nós, terapeutas, procuramos identificar com o paciente o motivo principal de sua vinda, ou seja, definir qual o conflito ele está vivendo; isto pq outra variável a ser identificada é sobre a dinâmica da busca terapêutica.
Questionamos então se a busca por terapia se deu por conta própria, se alguém o induziu ou, ainda, se está ali pq foi obrigado pela família a vir ( muitas vezes esse é o motivo).
Após esses elementos serem claramente definidos, partimos para os seguintes três fatores essenciais para que possa acontecer o processo terapêutico:
1- A existência de um conflito.
2- A busca de ajuda.
3- Disposição para mudanças.
O que percebemos é que os dois primeiros fatores são facilmente atendidos, ou seja, os pacientes que têm conflito estão la no consultório pedindo ajuda. Mas, sobre o terceiro fator, "disposição para mudanças", normalmente não é bem-aceito pelos pacientes, principalmente para o que vão para a terapia pela primeira vez.
Pode parecer estranho, mas uma grande parcela de pacientes não tem clara consciência de como se dá o processo terapêutico.
Ele acredita que o terapeuta assim como o médico, possui alguma fórmula pessoal para ajudá-lo. A medicina pode, pelo tratamento químico, por exemplo, curar várias doenças de eventuais pacientes passivos, se necessário. Assim, ocorre que muitos pacientes pensam que encontrarão esse mesmo modelo de atendimento com um terapeuta.
Quando são informados, quando percebem, que as mudanças só poderão acontecer dependendo dos níveis de motivação, muitas vezes, principalmente nos casos de transtorno de humor ( como a depressão, por ex.), os pacientes desistem da terapia mesmo antes de começar.
Mudança implica possibilidade de conhecer o novo, e o novo poderá trazer frustrações, que provocam ansiedade e, consequentemente, resistência e inflexibilidade.
Frei Beto já dizia: "Não se abriga o novo sem se livrar do velho. Mas o medo de perder o que é velho nos impede de experimentar o novo."

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